Por Julia Lima

 

Em algum momento você passou a evitar o dinheiro. Você o rejeita. Você até o amaldiçoa. Você o repele. Isto tem que mudar, e a hora é agora. Porque você merece ser rico.

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Até hoje você lida com o dinheiro da mesma forma e acredita nas regras que seus avós (que viveram o pós-guerra, a época da falta) repetiam. Você bloqueou sua própria existência para a abundância financeira, reverberando hora após hora idéias como “quem guarda, tem”, “ricos são exploradores”, “ricos são materialistas/frios”, “é preciso ser desonesto/mau para ser rico”, “o dinheiro não importa”, “dinheiro é sujo”, “é preciso trabalhar muito e se sacrificar para ter dinheiro” ou ainda o velho ditado popular: “não se pode ter tudo”. Isto faz o dinheiro se manter longe de você ou, no máximo, passar correndo por suas mãos sem deixar rastro. É assim que você se mantém reclamando e incrementa a sensação de escassez.

Meus amigos, eu poderia enviar-lhes uma lista de centenas de outras nada célebres frases que resumem seus sentimentos e justificativas para NÃO ser abundante financeiramente. Mas estou escrevendo este artigo para ajuda-los a se reposicionarem. E para tal, arrisco uma frase que pode fazer o seu queixo cair:

O Dinheiro é Espiritual.

Nos tempos atuais, nossos recursos são extremamente abundantes. O café da manhã que você toma todas as manhãs poderia ser comparado ao de um Presidente de potência mundial no tempo da Segunda Guerra, e ainda estaria acima de tais padrões. Ou você imagina imigrantes refugiados e veganos habitando nosso país em 1940? Ou um menu kosher sendo servido nos restaurantes mais populares de São Paulo em 1950?  Basta um pouco de perspectiva histórica para compreender que hoje nós podemos viver como reis.

Uma coisa não mudou de lá para cá: você tem que fazer dinheiro. Esta “obrigatoriedade” se deve ao simples fato de que o dinheiro é a única ferramenta de troca aceita universalmente em nosso planeta. E você vai precisar realizar trocas materiais todos os dias de sua vida.

Você pode querer complicar tudo isso e decidir viver na mais completa pobreza, irrompendo em rebeldia para um manifesto religioso ou decidindo salvar o planeta do uso do petróleo como combustível, porque você “não quer dedicar sua vida a ganhar dinheiro e sim a ajudar as pessoas a evoluir”. Mas eu pergunto: a quem você vai poder ajudar sendo pobre? E quem está realmente enriquecendo, em qualquer sentido, com o seu sacrifício?

A verdade sobre o dinheiro

A verdade é que enquanto não fizer dinheiro para cuidar de si, você viverá com um alarme interno de necessidade que vai lhe impedir de ser muito útil para ajudar quaisquer outros. Ao contrário: vai sempre precisar que outros lhe ajudem. Eu não concebo tal opção para a sua vida. Eu acredito que você, que quer ajudar a mudar o mundo, a salvar a natureza, a cuidar da fauna e criar um lugar melhor para a vida é quem mais merece ser rico.

Imagine: e se você simplesmente tiver muito dinheiro, mas muito, muito além da sua necessidade individual, de sua família e de seus amigos, quantas outras pessoas você poderá ajudar, sem se sacrificar, com prazer e realizando sonhos? Que imensa onda de satisfação, alegria, gratidão e amor você poderia causar?

A boa notícia é que dinheiro é materialização energética, vibrante e instável. Como tudo o mais. Pode ser atraído, perseguido ou repelido em sua vida.

Só depende de sua intenção. Ser financeiramente abundante nada mais é do que aplicar técnicas mentais e atitudes que eliminem a energia conflituosa e os obstáculos (reais e imaginários) que você mantém e que, hoje, funcionam como um repelente.

Me acompanhe: se o dinheiro existe, é composto de energia e está sujeito às leis da física Hermética. E faz parte do todo, inclusive da energia que compõe o campo magnético humano. Assim, segundo a Lei Hermética da Vibração (tudo se move em vibração molecular, nada repousa), o dinheiro está em constante movimento, nunca é inerte. Isto, para mim, significa que não devemos jamais pensar que a quantia de dinheiro que você tem – e principalmente que você não tem – será a mesma, e sim entender que isto pode mudar muito e a qualquer momento. Tampouco é útil tentar manter o dinheiro parado. Faz sentido agora que dinheiro parado se desvalorize, não é? A Lei da Polaridade afirma que os opostos são apenas extremos da mesma coisa, uma carga negativa (-) é tão “boa” ou “má” quanto a carga positiva (+). Assim, entendo que tenho liberdade de atrair e repelir o dinheiro de acordo com minha intenção e à carga de positividade ou negatividade que eu imponho sobre ele. O ideal é manter a mente aberta e a compreensão de que o movimento permanente deve nos ensinar a dançar em equilíbrio, sabendo nos manter estabilizados enquanto os extremos dançam como em uma gangorra. Sob a Lei Hermética do Ritmo (tudo está em movimento rítmico e a realidade se compõe de opostos que se movem em círculos e espirais), o movimento do dinheiro é cíclico, recuando e avançando, subindo e descendo, entrando e saindo. Esta se completa com algo especial: o que muda é o tamanho desse círculo. A Lei de Causa e Efeito garante que nada acontece por acaso, para todo efeito existe uma causa e vice-versa. Isto me leva a considerar que devo agir para causar o efeito da atração do dinheiro para minha vida, caso contrário ele poderá “esbarrar” em mim por efeito das ações de outrem, o que não me parece tão favorável.

Filosoficamente, vivemos em um Todo (universo) e que estamos em uma espiral permanente, em múltiplos movimentos circulares, e os extremos são exagerados. Concluo que buscando encontrar o equilíbrio estaremos na posição em que podemos tirar o melhor proveito deste movimento, com máxima estabilidade e ao mesmo tempo, com máximo contato e visão das circunstâncias: no centro. O que quero dizer? Que dinheiro é energia e pode ser atraído, que não é bom nem mau – e sim o que você fizer dele – e que a carga que as pessoas impõem ao dinheiro pode ser lida nas atitudes que elas tomam com facilidade. A relação que você escolher ter com o fluxo financeiro que você já tem vai ditar o tamanho do círculo dessa vibração ao seu redor.

Não é à toa que há tantas terapias direcionadas à quebra de crenças limitadoras e consultores financeiros tentando cuidar melhor do seu dinheiro, nem à toa que bancos são instituições altamente lucrativas.

O valor do dinheiro

É preciso dar o devido valor ao dinheiro, simplesmente para não atrapalhar seu fluxo natural. É preciso usar o seu poder mental para deixar pra trás os ensinamentos antigos. É urgente que façamos isso no momento em que grandes possibilidades despontam com as opções da contemporaneidade.

Por si só, o dinheiro simplesmente existe. É você quem dá a seu uso a nobreza espiritual, quando compra uma casa para abrigar inocentes crianças abandonadas e pode oferecer a elas por sua própria vontade toda estrutura física, intelectual e sentimental que elas merecem, ou decide aplicar parte dos lucros de sua empresa ao custeio de cirurgias cardíacas para idosos, por exemplo. A espiritualidade aplicada ao dinheiro é evidente ferramenta de evolução. E isto não é uma ordem para você doar todo o seu. Você pode manter o seu fluxo financeiro crescendo enquanto dá a ele um destino nobre, e isto acontece quando você se torna uma pessoa abundante.

Investir dinheiro em você, na sua saúde, no seu equilíbrio, no seu conforto e na sua alegria primeiro é um ato de autoamor.

Uma pessoa abundante é aquela que se mantém em expansão e limpa, livre dos bloqueios mentais e das crenças sociais limitadoras, esforçando-se para servir ao próximo em volume e intensidade com a canalização energética do ilimitado universo, que transborda de si em uma sensação expansiva, infinita e indiscriminada.  Quando você se torna uma pessoa abundante, você é capaz de sentir na pele quando um projeto lhe trará lucro digno e significativo. As coisas têm muito mais valor e, ao mesmo tempo, exigem muito menos esforço para fluir em sua vida. Você se sente muito mais livre e completo, parte do todo e dá permissão para viver com absoluta presença e atenção. A vida tem muito mais novidades, aventuras e cores. Você está em comunhão com o universo físico e metafísico.

Dinheiro e Espiritualidade

O espírito humano é livre e abundante. A mente é que impõe barreiras e aceita obstáculos, que gera regras e respeita ordens.

A mente é dualista. O espírito é tudo, é todo. O que precisamos fazer para nos tornarmos pessoas abundantes é aceitar a riqueza espiritual mentalmente, treinando nosso raciocínio lógico para aceitar a realidade deste tempo e deste momento. No presente, nunca fomos tão ricos, tão belos, tão jovens, tão inteligentes. A tecnologia nos impulsionou muito. As regras mudaram. Não somos mais pagos por horas de trabalho manual, e sim pelo valor que criamos para pessoas espalhadas por todo o mundo. No presente, há um imenso portal, aberto para quem quiser ver, que dá acesso a todo recurso necessário para apoiar uma mudança milenar na existência humana. E o mundo precisa de você. O universo precisa que você seja pleno e rico, e aposta que você percorrerá com o dinheiro um caminho nobre, tanto quanto fará com seu corpo, seus relacionamentos e sua vocação profissional.

Isto é viver em abundância.

 

Julia Lima é relações públicas, empreendedora e filósofa e preparou um vídeo falando mais sobre a criação e manutenção da abundância. Veja aqui.

Julia Lima

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