Desde criança sinto a reflexão sobre isso. Filha de astróloga, os estudos começaram por necessidade. Afinal, cresci ouvindo minha mãe dizer frases do tipo “vai pro quarto, que hoje não aguento esse seu Sol Urano!”

Claro que não fazia ideia do que isso tinha a ver com o quê. Nem imaginava que Urano era um planeta, o que dirá que ele colocaria alguém no quarto.

Mas sou escorpiana e a investigação falou mais alto. Com o tempo, passei a esperar minha mãe sair e entrava no quarto dela para ler os tais livros de Astrologia.

Logo logo quem gritou foi o Marte em Leão e disse: “mãe quero ir às aulas com você.”

Mercúrio em Sagitário foi correndo tratar de aprender, ou melhor, relembrar o que estava guardadinho na herança da alma.

Os anos passaram, veio a adolescência e a grata benção de fazer o Mapa Astral das amigas.

Mais uns anos, a maternidade precoce e a faculdade. Comunicação Social – Jornalismo. Nada a ver com Astrologia (sabia de nada, super-inocente)…

Filosofia, pós-graduação, educação. Canto. Constelações Familiares, Estruturais e Empresariais.  Alinhamento Energético.

Cada vez mais longe da Astrologia? Absolutamente não!

Os estudos em Comunicação Social avançaram e segui o chamado da super-aptidão do meu stellium em Sagitário (Mercúrio, Netuno e Vênus): professora em universidade e MBA. Sim, apenas 25 aninhos e uma turma de 55 alunos.

Foi quando os mundos se integraram no profundo coração. Comunicação, Semiologia e Astrologia: tudo a ver! Teoria da Comunicação, Gestão de Crise em Recursos Humanos e Mapa Astral: irmãos.

Estudar, sempre! Astrologia é profundamente constante.

Plutão em Capricórnio – 2008

Plutão, regente de Escorpião, entrou em Capricórnio e, nada sutil, transformou nossas vidas.

São lindas e fluidas integrações. Teoria da Comunicação se encontrou com a Teoria Geral dos Sistemas Vivos. Homeopatia e Constelações Estruturais, linda intercessão.

Os atendimentos de consultório se intensificaram e a transformação da carreira foi naturalmente inevitável. Chegamos aos grupos em 2011.

Desde 2012 a mudança de paradigmas da humanidade se tornou urgente e inevitável.

Assim, cada vez mais a Astrologia toma uma nova concepção. Todo respeito à trajetória dos antepassados e agora no século XXI percebemos uma retomada dos princípios milenares que geraram a Astrologia: a observação, a percepção dos movimentos sistêmicos, a semiologia.

A alquimia dos elementos pela percepção sistêmica

Nosso Mapa Astral é um guia do sentir inesgotável do ser. Sinto profundamente que suas interações com os outros mapas são análogos aos sistemas autopoiéticos vistos por Maturana e Varela.

Pela Comunicação Empresarial, são nossos planos de comunicação interagindo com os planos de comunicação que nos cercam.

Quem faz a reunião de gestão da equipe? Como colocar um elemento para conversar com o outro? O que uma Lua em oposição ao Sol tem a dizer? Qual seria a manchete?

“Sol declara sua irritação com os sentimentos da Lua”?

Ok, mas como transformar isso?  Estamos fadados a imposições astrais? Isso lembra algo como “devemos ser tementes a Deus”.

Temor e Deus? Hum… Soa antigo e Urano não curte nada antigo.

Urano é o inovador, inusitado, é o regente da Era de Aquário.

Ele nos convida ao reconhecimento dessa amorosa rede de interações vivas. Por isso inauguramos esse espaço na grande rede. Essa coluna será um constante e fluido exercício de percepção. A cada duas semanas os temas vão apresentando seus emaranhamentos organicamente. Astrologia e Percepção Sistêmicas.

Sejamos todos bem-vindos!

Dica de percepção

Convido a experimentarmos a primeira dica de uma série de observações que faremos. Em setembro viveremos a influência de dois eclipses – dias 13 (eclipse solar) e 28 (eclipse lunar). A Lua está sistemicamente interligada aos fluxos das águas internas e externas a nós humanos.

É um lindo momento para a pergunta: qual a influência dos ciclos lunares?

1 – Perceba os 7 dias de cada fase da Lua: minguante, nova, crescente e cheia;

2 – Observe as mudanças nos sentimentos e nas emoções;

3 – Perceba os processos de nutrição (alimentar e emocional) durante as fases da Lua.

Lua Nova: recolhimento, regeneração de energias, reflexão. O que está sendo renovado pelo inconsciente é mexido nesse período.

Lua Crescente: período de mudanças. O que foi precipitado na Lua Nova cresce, emerge das águas regeneradas na Lua Nova. É como um garimpo. Tudo cresce para que os fluxos da vida nos mostrem o que irá prosperar.

Lua Cheia: é como o rio que chegou ao mar. Um ápice de ciclo para iniciar outro logo em seguida. Observe o que prosperou, o que fluiu. Evite o julgamento de ter ou não sido bom. Primeiro apenas observe para depois considerar.

Lua minguante: tendência à introspecção. É o período do ciclo que o corpo busca encontrar formas de liberações.

Compartilhe suas percepções, reflexões e sugestões para nutrir a rede.

Até a próxima!
Mariana Mattos

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